Alguns argumentos:
A lista é o mínimo denominador comum da organização de informação. De facto, o formato é transversal aos media e perene no tempo.
Desde as primeiras manifestações artísticas do ser humano até às mais avançadas bases de dados, o formato da lista parece inerente ao processo de compreensão do mundo.
Listar é criar ordem, catalogar, enumerar caraterísticas, descrever.
Numa lista existem duas partes constituintes com igual importância: uma explícita, outra implícita, respectivamente, os dados, e a possibilidade de os combinar. A possibilidade de os combinar e recombinar, é o ónus dos media em que se manifesta e sobrevive. É o medium, e o seu rácio entre limitações e potencial, que determina quais as possibilidades recombinatórias de uma determinada lista.
Tento assim, relacionar os territórios do Design de Comunicação e Novos Media. Identificando o seu menor denominador comun, o building block das suas estruturas de informação, vendo os novos media como novas possibilidades recombinatórias.
Algumas referências:
Lev Manovich – Database as a Genre of New Media
Umberto Eco – The Vertigo of Lists
